Thursday, October 19, 2006

The Killers - Sam's Town


Este album é brilhante, simplesmente genial. Um dos albuns do ano certamente.
Os Killers tinham de fazer aquele segundo album difícil e conseguiram-no com sucesso. Obviamente há por aí muitas bestas com deficiências auditivas que se mostram horrorizadas com Sam's Town. Obviamente a maioria dessas bestas com deficiências auditivas vêm todas da mesma terra: USA. E tudo porque Brandon Flowers, o vocalista dos Killers, afirmou que para este album se tinham inspirado na obra do Bruce Springsteen e, consideram essas bestas, acabaram por deturpá-la. Ora bem...vamos por partes. Primeiro, essas bestas não têm razão: Sam's Town é melhor do que qualquer coisa que o Bruce alguma vez fez. Em segundo lugar, não tem nada a vêr com Bruce Springsteen. E além destas há ainda as bestas que dizem mal de qualquer segundo álbum de qualquer banda, mal ele acaba de sair, independentemente de ser ou não bom. No fundo, pessoal que se ouvisse agora o Revolver ou o Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band diria que "os Beatles se tinham vendido e que já não eram a mesma coisa que eram em Rubber Soul!". Vão todos mamar na quinta pata de um cavalo que é o que vos fazia bem.
A mistura de guitarras e sintetizadores de Hot Fuss continuam presentes em Sam's Town, as melodias relembram (apenas) o melhor que Hot Fuss ofereceu (When you were young, Bones, Read My Mind), apesar de ser um album que a espaços é ligeiramente mais agressivo, o que de resto acaba por soar bastante bem (Uncle Johnny, This River Is Wild).
Os Killers mostraram logo em Hot Fuss o seu toque de midas, ao misturarem as melhores melodias com a teatralidade e pomposidade (!), lançando algumas das faixas para a categoria de clássico instantaneo (Mr. Brightside, Somebody Told Me, All These Things That I've Done). A questão é que todos estamos habituados a que as bandas consigam em cada album atingir esse patamar umas duas ou três vezes. Os Killers em Sam's Town trocaram-nos as voltas todas. Com a excepção de My List e dos Enter e Exitlude, TUDO pode ser um single de sucesso (até Bling- Confessions of a King- que tem o título mais pavoroso de sempre na história da música). No fundo, este album é tudo aquilo que a música pop deve ser: acessível sem ser comercial, simples no que tem a dizer sem ser fútil, teatral sem ser espalhafatosa e, acima de tudo, repleta de melodias que ficam instantaneamente no ouvido, sem serem irritantes.
Resumindo e concluindo. Os Killers lançaram aquele que será certamente um dos 3 albuns do ano (onde já está Whatever People Say That I Am, That's What I Am Not, dos Arctic Monkeys, e onde esperamos, estará o novo dos Bloc Party...logo a seguir o dos Razorligh!) e continuam a fazer o melhor britpop americano!

1 Comments:

Blogger juicebox said...

eu não diria melhor. ainda bem que não sou a única a pensar assim.

05 November, 2007 19:10  

Post a Comment

<< Home